GO: Produtor musical sertanejo é alvo de operação da PF contra esquema bilionário ligado ao PCC
Um produtor musical conhecido no cenário sertanejo de Goiás, identificado como Ivan Miyazato, foi um dos alvos da Operação Carbono Oculto, deflagrada nesta quinta-feira (28) pela Polícia Federal e outros órgãos de segurança. A investigação apura um esquema bilionário de fraudes ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que teria movimentado mais de R$ 8 bilhões em lavagem de dinheiro e sonegação no setor de combustíveis.
A ação é considerada a maior operação da história em território nacional, reunindo cerca de 1.400 agentes públicos. Além de Goiás, os mandados foram cumpridos em São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
No estado goiano, as diligências foram coordenadas pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), em apoio ao Ministério Público de São Paulo, Ministério Público Federal, Receita Federal e Polícia Militar. Em Senador Canedo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão em empresas ligadas ao setor de combustíveis. A ofensiva contou com a atuação de dois promotores de Justiça, 15 agentes de segurança institucional, 12 policiais militares e oito auditores da Receita.
Miyazato é sócio da Miyazato Music e aparece em suas redes sociais ao lado de artistas sertanejos, além de publicar vídeos cantando e tocando instrumentos. Na sua biografia profissional, afirma ter conquistado o Grammy de Melhor Álbum de Música Sertaneja em 2020. Em uma de suas publicações recentes, escreveu: “Enquanto uns seguem fórmulas prontas, a gente constrói algo real. Aqui, quem vive a música de verdade tem espaço, voz e propósito.”
Segundo a decisão da 2ª Vara Criminal de Catanduva (SP), a organização criminosa causou prejuízos bilionários à cadeia de produção, distribuição e comercialização de combustíveis no país.
Até o fechamento desta edição, a defesa de Ivan Miyazato não havia sido localizada. O espaço segue aberto para manifestações.
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