Chaminés de Fada em Goiás serão abertas à visitação controlada
As formações rochosas conhecidas como Chaminés de Fada, localizadas em Campos Belos, no Nordeste de Goiás, devem receber visitantes em até 90 dias. Pesquisadores concluíram os estudos técnicos e agora avançam para a fase final de organização do acesso ao público.
A descoberta partiu de pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG), que identificaram o potencial científico e turístico da área. Por isso, o projeto prevê a implantação de uma trilha ecológica, com regras rígidas de preservação.
Região estratégica fortalece o turismo em Goiás
O conjunto rochoso fica entre a Chapada dos Veadeiros e a Serra Geral de Goiás, dois destinos já consolidados no turismo estadual. Dessa forma, o novo atrativo amplia o roteiro de paisagens naturais e fortalece o turismo sustentável no Nordeste goiano.
Além disso, a proximidade com áreas já visitadas facilita o acesso e desperta o interesse de turistas e pesquisadores.
Pesquisa envolveu instituições de destaque nacional
Os estudos contaram com a participação de pesquisadores da UFG, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), do Centro Nacional de Desastres Naturais (Cemaden) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Ao longo da análise, os especialistas avaliaram riscos, fragilidade das estruturas e possibilidades de visitação segura. Assim, o grupo definiu critérios técnicos para garantir a conservação do local.
Estruturas naturais levaram séculos para se formar
As Chaminés de Fada apresentam formato semelhante a torres, com topo arredondado. Elas surgiram ao longo de centenas de anos, a partir da ação contínua da água sobre as rochas.
Por esse motivo, os pesquisadores reforçam a importância da preservação. Na área já mapeada, o grupo identificou centenas de formações, com alturas que variam de poucos centímetros até quatro metros.
Trilha ecológica limita impacto ambiental
A geóloga Joana Sanchez, coordenadora dos trabalhos de campo, explicou à TV Anhanguera que o percurso destinado aos visitantes terá cerca de dois quilômetros. Segundo ela, o projeto inclui uma passarela elevada, que evita o contato direto com as estruturas.
“A gente fez uma passarela por onde se pode caminhar sem degradar as estruturas”, afirmou.
Além disso, o uso do espaço seguirá regras rígidas. Cada visita terá duração máxima de duas horas, sendo permitida apenas uma hora de permanência próxima às chaminés.
Visitação terá limite diário de pessoas
Para reduzir impactos, cada grupo poderá contar com até seis pessoas. Ao mesmo tempo, o limite diário será de 40 visitantes. Dessa maneira, os pesquisadores buscam equilibrar o interesse turístico com a preservação ambiental.
Assim, o projeto pretende transformar as Chaminés de Fada em um novo patrimônio natural visitável de Goiás, sem comprometer sua integridade geológica.
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